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Sílabas à Solta

POESIA | PROSA POÉTICA

Sílabas à Solta

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Abraço Que Se Dá

09.08.21 | Sandra

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Abraço-te em toda a longitude que um abraço pode ter. No etéreo do horizonte, procedo à soma de todas as equações que te rodeiam em caladas noites, quando submergem as sóbrias palavras que desnudas à tua escrita angular, nas tuas horas que não têm peso, e que te permitem ser por inteiro.
Abraço-te pela calada do silêncio haragano, um abraço vagabundo, feito de equador e de rosa dos ventos. Talvez a tua janela esteja aberta à vastidão da noite, talvez numa pausa do teu escrever sintas, em invisíveis margens das brumas tuas, o meu abraço que se acerca de ti, vagaroso, insinuante, derrapante. Talvez um dia, no concreto das potências do amanhã, atravessando as rasgadas passagens da orla do tempo, escrevas em tinta impermeável: Um dia, abraço-te!
E até lá? Soletra a palavra Abraço, eleva-a ao infinito e multiplica-a no teu escrever deambulante. Se tu deixares, eu andarei por lá, sílabas à solta...

 

Nota: texto escrito a convite da querida amiga Daniela Barreira, que lançou o encantador desafio "Abraçar outras palavras".

Poderá acompanhar o seu maravilhoso blog "Menina dos Abraços" em   https://blogs.sapo.pt/profile?blog=danielabarreira

 

 

 

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