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Sílabas à Solta

POESIA | PROSA POÉTICA

Sílabas à Solta

POESIA | PROSA POÉTICA

A Idade do Espanto

20.11.20 | Sandra

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São coloridos os acordares nestas manhãs

Feitas dos sorrisos que, rindo,

Caem do sol.

Nuvens macias trocam segredos

No leito nu e morno

Do céu esquecido de acordar.

Na extensão dos secos prados

Descansam bravas, dóceis,

Ervas douradas e ondulantes.

Conversam com Deuse que se passeiam altivos,

Pela brisa cálida, de veludo.

Em praias distantes

De vastos areais e eruditas rochas,

Gaivotas compõem murmúrios

Que o mar há-de ondular em calmas marés.

E o Mundo aos poucos desperta,

Espreguiça-se devagar,

Sacode bravos desertos,

As mais altas montanhas,

Os grandes rios do mundo,

As florestas mais densas,

E pousa em esquecidas enseadas,
o Tempo sublime

Que sem pressa recria histórias,

Reinventa trajetos,

Embala a humanidade!

É este o momento,

A idade do espanto,

Em que me entrego sem incógnitas a coloridas manhãs

Em todo o macio calor da nudez dos meus sentidos.

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