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Sílabas à Solta

POESIA | PROSA POÉTICA

Sílabas à Solta

POESIA | PROSA POÉTICA

Sem Rumo

24.07.21 | Sandra

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... e perco-me no sentido do nada

Remetido a tudo o que és!

Selada a frágil luz dourada

Em angelical madrugada,

Já as tuas mãos em mim conetam 

O meu corpo a outras esferas: 

Mundos insondáveis,

De notas subtis, cristalinas.

Já desisti, já me rendi.

Sou tinir de cristal,

Frágil gelo quebrado em vibrações

Que me sobem à altura de um firmamento

Onde místicos, gigantes deuses, habitam.

O teu olhar de mistério

Há muito que arrebatou certezas

Onde forte me escondia.

De tudo o que ficou,

Sorvo invisível embriaguez de alma,

Refaço-me sedenta do teu tudo.

Vou enfim, em mim, reencontrar-te.

Desvaneço-me atordoada,

Escrava em desejos opalinos,

Imperativos que comandam ocultos

A roda primitiva da vida.

Que estrelas caiam!

Que torpores adormeçam vulcões!

Que vagas desfaçam rochedos!

Vences, imensidão feita olhar!

Em profundas, vastas planícies

Como noite te passeias.

Já nada meu quero,

Nenhum eu que não tu,

Fragata empurrada por silenciosos ventos vindos de longe.

Não treme ansioso o meu corpo, teu,

No eco de palavras devoradas?

Submissa tua, finalmente,

Derradeira paixão na Terra,

Onde como bússola em mapa teu me pousas.

Ama-me sem rumo.

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