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Sílabas à Solta

Prosa poética | Qualquer reprodução dos meus conteúdos deve ser sempre feita com referência à minha autoria | Fotos retiradas da internet.

Sílabas à Solta

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AO JARDIM

24.08.20 | Sílabas à Solta

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Não longe daqui,
há um jardim.
Na lagoa ensolarada,
onde caiem sombras nómadas
e folhas impávidas,
cismam os patos, as rãs,
os nenúfares rijos, sólidos,
coroados por libélulas vadias.
Tartarugas aos montes
trepam pedras redondas,
quentes no calor cru do sol.

Bancos ladeados, bem estimados,
embriagados
pelas sombras de plátanos
mais velhos que o século.
Hortênsias e samambaias.
Sombras exuberantes que escutam pavões e pombos desmazelados.
Crianças, balouços e risos.
Jogos de cartas, dominó.
Um café. Um olhar. Um beijo?
Esplanadas e mesas de piquenique,
que admiram espantadas
buganvílias, agapantos, jacarandás floridos.
Riachos escuros e distintos,
que riem.
De novo, os patos, preguiçosos.
O tempo, a pausa, o poder.
E o não te ter.
Fazes falta neste jardim que não te conheceu.
Nem eu.
Não tenho o teu amor
neste jardim que sei de cor.

2 comentários

  • O próprio amigo acabou, de certa forma, por fazer poesia! O jardim, os espaços verdes, o ar livre, sempre evocam algo: pessoas, momentos, aventuras e desventuras, dúvidas pendentes e descontentamentos. O Etan Cohen conseguiu ver isso. Grande alma. Um lindo dia.
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