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Sílabas à Solta

Textos de minha autoria, uns mais atuais que outros. Todos com fundo real. Imagens retiradas da internet. | Qualquer reprodução dos meus conteúdos deve ser sempre feita com referência à minha autoria.

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Sílabas à Solta

15
Out20

CEDÊNCIAS

Sandra

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Ainda eras assim, mistério indefinido, e já eu toda tinha pousado na pele das tuas palavras.
Senti-te no imediato princípio como uma intensidade de ti fugaz. Toquei-te ao de leve, eras bruma, enquanto caminhando majestoso pressentias o nosso iniciar do jogo em óbvias entrelinhas escondidas. Largaste ao meu alcançe esse teu espírito audaz quando eu sem segredos te espreitava. Vigiava-te o ambíguo escrever, o despejar da alma, o lançar das emoções para o ar tépido das tuas horas sem dono. Eu via-te, e tu, sabendo-o, deixaste cair pingos de provocação na direção dos meus sentidos apurados. Insinuações deambulavam pelo não dito perfumando intenções. Respirei-te, esse fogo teu, ainda nos primórdios de uma dança a dois em astutas sintonias. Foi busca incessante em ti, foi um doce agarrar desse teu poder que em noites de coincidências me prendeu! A rendição assumia-se mais que inevitável, afinal sacudiste-me desejos que tombariam em espaços cheios de versos teus. Ciente do inabalável, cedeste, enquanto eu cedia também já sem pudores. Almas provocantes trocaram olhares e na derradeira aceitação, palavras cruzaram-se em ímpar conjugação feita manhãs de rimas despertas.

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