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Sílabas à Solta

Textos de minha autoria. Imagens retiradas da internet. Qualquer reprodução dos meus conteúdos deve ser sempre feita com referência à minha autoria.

Sílabas à Solta

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DESERTO MEU

14.11.20 | Sandra

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É isto que fica. O deserto, o espaço vazio, que se mostra igual em todas e em qualquer direção. É isto que vejo agora, mesmo que hajam prédios, ruas, gentes, cães. Mesmo que ouça o vento a cruzar as folhas, as ervas, as flores. Mesmo que pise as sombras das árvores, das nuvens que beijam o céu, das aves que gritam no alto, a minha própria sombra. É isto: um deserto que vejo. Em meu redor, e pior, dentro de mim. E mais nada quero. Tomarei esse deserto como meu e amá-lo-ei com a mesma intensidade com que te amo. Pois esse deserto foi criado por ti meu amor, apesar dos "apesares". As órbitas ocorrem no universo poderoso, imenso. E estávamos lá, nesse universo que seria nosso, enfim. Hoje sou o deserto, e nele, sou pequenina, frágil, desolada e descrente. Com um coração gigante, cheio de tanto sem nada pedir, sem nada cobrar, apenas a vontade de te dar, de te amar, uma vontade imensurável. Apenas a vontade de ti, de sentir na minha pele, na minha alma, a bruma feita mistério, que és tu, o último dos últimos. Em vão, tudo. Assim será, então. 

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