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Sílabas à Solta

POESIA | PROSA POÉTICA

Sílabas à Solta

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E Nós, de Novo

12.12.21 | Sandra

4284120_S.jpgEncontro-te na manhã de um céu feito de azul imenso. O orvalho enche o chão de cristais que brilham sob um sol desperto, rasgado pelas asas das primeiras aves que se soltam às horas novas. Caminhamos por entre as árvores do teu jardim, ignorando a friagem húmida que desce a encosta da Serra temperamental, enquanto o Palácio da Pena ainda dorme lá no alto, enregelado, esquecido do tempo. Lá em baixo, ao fundo, o mar do Guincho, completamente parado aquela distância. Na linha do horizonte, as névoas que se dissipam como fumo no avançar lento do dia, cheio das promessas que nos pertencem.

Apanhas algumas flores que me ofereces de alma imensa, como na primeira vez em que estivemos juntos, e regressamos ao aconchego da tua sala cheia das tuas viagens e excentricidades, com vista para a Peninha e as suas lendas. E há tanto a falar...!

Encontro-te, e de novo, nós. Agora, o absoluto da certeza de que foste sempre tu, ninguém mais senão tu, para além dos enganos e devaneios. De novo, nós. Na manhã fresca e serena, no calor da tua sala que tão bem me conhece, entre o agreste da serra e a frescura do mar, está tudo como deve estar. Gosto mesmo de ti!

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