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Sílabas à Solta

Textos de minha autoria, uns mais atuais que outros. Todos com fundo real. Imagens retiradas da internet. | Qualquer reprodução dos meus conteúdos deve ser sempre feita com referência à minha autoria.

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Sílabas à Solta

25
Out20

FEMININA

Sandra

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Flor, feminina minha... não haveria eu de reparar em ti, se no teu feminino esplendor, exibiste-te, sem receio, a mim? E eu vejo-te: encantadora, sobressais única entre flores outras que te rodeiam. Escolheste-me como sou. Aceito-te.

Seduz-me flor, que quero minha, provoca-me! Evoco-te bela nas minhas mãos que tanto te anseiam possuir. Quase provo em mim o teu exótico aroma, a tua atraente suavidade que procuro sentir. Como te desejo! Se fosse eu raio de sol, acariciava com meiguice demorada cada pétala tua. Se eu fosse vento, envolvia-te com o meu sopro num doce abraço de amor. Se eu fosse chuva, deslizava deliciada nesse teu corpo florido. Resta-me etéreo prazer comandado pela força do Tempo e do sol que desce na tarde que desmaia. 

Pudesse eu levar-te comigo feminina flor... pudesse eu ter-te sempre minha, flor, como a água escura e fria que te envolve! Mas és da vida, da natureza, do lago, do mundo. Feminina minha. Contemplar-te em desejo é o meu limite, nada agora mais além disso posso, depois de témula teres quase desfalecido em prazer nas mãos dos meus sentidos. Do lago és. Se pudesses dar-te a mim, se pudesses tu, flor, minha flor, ser de novo em mim, receber-te-ia em júbilo, flor de estórias. 

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