Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Sílabas à Solta

POESIA | PROSA POÉTICA

Sílabas à Solta

POESIA | PROSA POÉTICA

FIM DE SEMANA

17.09.21 | Sandra

px-downloadgb3516a43fec236231553300d2484171398efb4

Tempo de repouso. Celebração. Para já, arrumo incertezas e orações, tudo fica para além da janela aberta à placidez da praceta e da cadência da música que toca baixinho atrás de mim.

Desce no meu íntimo a serenidade da hora, enquanto o fumo do café acabado de fazer sobe, indiferente às pressas finalmente desfeitas, e à sensação de tempo que agora roça a minha pele. É este o momento de esquecer ponteiros do relógio, esclarecer a simbologia do descanso, despir do corpo todas as roupas e afazeres. Objetivos primeiros: pousar dúvidas e promessas, inspirar as cores quentes da tarde que se abastece de folhas a abanarem à brisa morna, e sorver o ameno do dia dividido entre o balançar das estações do ano. Depois, apenas o clássico sabor de não ter obrigações a cumprir. O adágio de um banho de imersão, um gelado, um filme. Apenas isso e pouco mais, dentro da minha fé e do que realmente me importa.

Até porque a noite há-de chegar, feita criatura amante cheia de segredos e gestos simbólicos, insinuações com sabor exótico. E aí sim, sentirei todo o peso da leveza que se costuma sentir quando a sociedade não nos chama, e somos apenas seres de um universo ainda em fase de expansão e descoberta. Amar-te-ei mais um pouco então, no resgate da noite marginal e absurda de estrelas, lua em quarto crescente rasando o oeste e desejos.

Mas isso, será logo! Agora, apenas celebro feliz os adocicados afagos do descanso do dia, no requinte nu da alma aberta em riso ao mundo.

Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog tem comentários moderados.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.