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Sílabas à Solta

Textos de minha autoria. Imagens retiradas da internet. Qualquer reprodução dos meus conteúdos deve ser sempre feita com referência à minha autoria.

Sílabas à Solta

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GOTA A GOTA

29.09.20 | Sandra

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Gota a gota cais em mim
Enchendo-me a vontade
De tardes
(No espaço, distantes)
Que trago ao aqui
Ao agora
Ao já...
A ti que és o hoje.

Gota a gota
Insinuas-te
Com vagares
De luar
Em fundos suspiros;
E a minha paciência
Devasta-se
Incendiada
Implorando por ti.

Gota a gota
Transbordas contornos
De secretos
Vagos sentires.
És surreal
Gota de tudo
Doce, quente
Macia, perfumada
Que me abala os sentidos.

Provo-te, frescura em mim.

10 comentários

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    Sandra

    29.09.20

    É verdade meu querido Etan Cohen, temos cumprido a nossa maratona diária da escrita. Ambos temos conseguido, com mais ou menos inspiração, mas temos o mesmo método. Fico-lhe muito grata por apreciar, a sério. Um beijo, dia tranquilo!🙏🌷
  • Imagem de perfil

    Etan Cohen

    29.09.20

    Atrevo-me a dizer que nós parecemos o Neruda e o Lorca que, certa vez, fizeram um discurso em homenagem a Ruben Dário e resolveram escrever um texto a duas mãos e a que ligam a uma lide dos touros, onde há uma sorte chamada «toreio dei alimón», em que dois toureiros furtam o corpo ao touro protegidos pela mesma capa.
    É o que nós temos vinda fazer por estes dias, não acha Sandra?
    Um bom dia
  • Imagem de perfil

    Sandra

    29.09.20

    Concordo plenamente! Acho que nós dois já o fazemos a algum tempo mas agora é mais óbvio. Eu gosto. Bom resto de tarde.
  • Imagem de perfil

    Etan Cohen

    29.09.20

    Boa noite Sandra:
    Aqui vai o desafio...do "toreio dei alimón" neste "Poema a quatro mãos".
    Faça, então, o favor de o completar e de o publicar na sua página
    com a menção:
    Poema escrito por Sandra e Etan Cohen as quatro mãos, uma espécie de "toreio dei alimón".
    POEMA A QUATRO MÃOS
    Quebraram os seis homens
    Ceifaram-nos, como se fossem finos cereais na planície
    Derrubaram-nos, como se fossem árvores dispensáveis da floresta
    Deceparam-nos, como se fossem cruzadas entre cristãos e mouros
    Acabaram soterrados à pressa
    Sem contemplação, sem chama, sem glória
    Covarde, soez e aceleradamente
    E o mar, esse mesmo mar que é o mesmo de hoje,
    Ali tão perto,
    Evoca ainda os seis que ali foram chacinados;
    Esse mar onde o sangue acabou derramado
    Porque não se poderia matar daquela maneira
    Sem que o mar não visse, ouvisse e fosse trespassado pelo sangue
    E, em certos dias, ainda se escutam os lamentos do mar!
    As mãos trémulas de quem os chacinou
    Manchados pelo sangue
    Os lábios ávidos de um copo de cachaça
    A única que os poderá apaziguar
    Dos seis derramados e que pesam na cabeça de cada um deles!
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    Sandra

    30.09.20

    Fico feliz com o desafio mas poderei demorar tempo a completá-lo querido Ethan... é um tema ao qual não estou habituada, escrevo prosa poética. Mais leve. Mas poderei tentar dar seguimento ao desafio. Temo é ficar longe demais do que me é pedido... um beijo🙏🌷
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    Etan Cohen

    30.09.20

    Não se preoupe...faça, ou melhor, escreva como o tão bem o sabe fazer, em prosa poética ou em poética prosaica, mas faço-o.
    Já agora, os toureiros são, cada um deles, dono de um estilo próprio, não há toureiros iguais mas isso não os impede de celebrar uma faena del alimón!
    Bom dia
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    Sandra

    30.09.20

    Desafio dificil o que o querido amigo me propõe. Confesso que terei que investigar algo sobre os famosos toureiros e sobre a faena del alimón. Tudo é-me desconhecido, a minha cultura geral não chega a tanto, e não sei dar continuidade. Mas com tempo, irei tentar. Tentar! Muitos beijinhos, boa tarde (daqui nada já vou espreitar o seu recanto).
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    Etan Cohen

    30.09.20

    Boas Sandra
    Eu não sou propriamente um admirador da tauromaquia, sou de uma região em que os touros é campo...mas tenho de Espanha (Toledo e outras cidades) um vasto conhecimento de naturais também dali; por isso o meu conhecimento vem-me experiência de vida e da leitura de obras, por exemplo Lorca está cheio de elementos da festa brava, aquele poema dedicado ao Ignácio Mejias é uma obra prima...e vem dos touros!
    Já agora, se tiver hoje a sua inspiração pronta a horas que eu possa fazer o "alimón" consigo, deixe-me espaço para eu me vestir com o traje de "luzes", o capote e a muleta e fazer seguir o seu poema até à minha inspiração e veremos o que saí daí, pode ser e o título pode ser "Poema a quatro mãos", assinado Sandra e Etan Cohen!
    Boa noite
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    Sandra

    30.09.20

    Boa noite! A sua ideia (e a sua boa vontade) é fantástica querido Etan! Mas após 3 noites a trabalhar não me sinto capaz de escrever nem uma sílaba... espero que me compreenda🙏🙏🙏 estou "podre de sono". Hoje comentei a sua publicação a uma hora fora do habitual já devido a esses turnos da noite que faço... se preferir, o meu querido Etan Cohen pegue neste desafio e pense já num próximo para nós. Mas fica ao seu critério! Um beijo, grande, desta amiga.
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