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Sílabas à Solta

POESIA | PROSA POÉTICA

Sílabas à Solta

POESIA | PROSA POÉTICA

Hora do Repouso

21.10.20 | (Sem assinatura)

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A tarde vai avançada, tempo de abrandar. Sento-me nas horas do descanso que embalam a imaginação desperta em mim. Chove.

A chuva também me molha pensamentos, abstrações, sentimentos e rascunhos. Brotam desejos da alma, e asas voam de sonhos meus como pautas ao vento. Mas é tempo de repouso agora.

Está mais escuro, o céu. Mais claros, os meus sentidos. Deito-me serena no antecipado crepúsculo feito de neblinas do dia que passou. Pegadas de nada ficam gravadas em silhuetas que se derramam à minha volta: são árvores, são gentes, são gestos, cenários. Tudo se torna discreto, quase ausente, na penumbra envolvente.

Os minutos prosseguem a sua jornada como uma sincronizada dança de salão. Noite escura, enfim. O vento já não sopra. Somos nós agora, tu e eu. A chuva deixou marcas: vontades, quereres, desejos, sonhos. Elevo-me ao espaço que nos separa mas que nos aproxima também, e já te absorvo em mim: penso-te, imagino-te, pensamentos tão só meus. E nesses mesmos secretos pensamentos, trago-te a mim. Ficas comigo?

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