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Sílabas à Solta

POESIA | PROSA POÉTICA

Sílabas à Solta

POESIA | PROSA POÉTICA

LENÇOL

02.09.21 | Sandra

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Acorda-me o sol
que rasga espaços
pela janela indiferente
ao meu sono vadio...
Afasto sonolenta
o lençol de mim
que na noite promiscua  
falou-me de ti:
provocou-me,
seduziu-me, indecente
em sussurros despejados
ao meu corpo solto,
enquanto inocente, dormia!
Euforia...
E agora eu desperto,
lençol adormecido,
esquecido, pudico,
no lance libertino
do vagaroso despertar.
(Dorme ele, acordo eu!)
Devaneios falam-me ainda de ti
à minha pele que se arrepia
Incendeia, encandeia...
Mas agora é dia!
Levanto-me.
Pele que se prende
ao lençol resistente,
inclemente...
Volto atrás, submissa.
Volto à cama, que me chama:
e a chama és tu,
devasso em mim!
Carícias, perícias,
na hora da preguiça
o lençol venceu!
Corpo meu, corpo mole!
E a luz do sol,
que através da janela
cai toda em mim,
agrava a situação,
descompassa o coração...

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