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Sílabas à Solta

Prosa poética | Qualquer reprodução dos meus conteúdos deve ser sempre feita com referência à minha autoria | Fotos retiradas da internet.

Sílabas à Solta

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22.09.20 | Sílabas à Solta

fantasy-2879946_640.jpgPorque, alguma vez no tempo, todos tivemos horas de cansaço...

No vazio da incerteza procuro o sono. Só nesse tempo oculto poderei crer em espaços que se abrem em luz à minha frente. Por ora, o cansaço. Ilusões tropeçam em terra seca para caírem ao chão. O desengano deixou pegadas em caminhos que não se devem percorrer. São pontes instáveis onde rios bravos correm por baixo, derrubando passagens com os seus rasgados caudais que tudo arrastam à sua frente. Desamores nascem como flores bravias entre as gastas pedras do caminho. Sigo cautelosa, evito-os.

Não sigo sozinha. Ao meu lado, a minha força que é Deus, Dono do Tudo, de onde a minha fé parte e para onde regressa sempre. Nessa certeza que me convoca, a ninguém devo provas senão a Ele, pois o Dono de Tudo conhece-me como ninguém e, apesar de tudo, não me abandona jamais. Crê em quem sou, não dúvida da minha vontade, envolve-me do essencial, e mantém forte em mim a minha própria fé, divergente ao absoluto. Nessa fé, renasço, renovo-me, reinvento-me. Aprendo a compreender, a aceitar, a perdoar. A deixar partir para fora do meu tempo e do meu percurso.

O meu Deus, aquele que me sabe de cor, que me ajuda a querer ser melhor. E apesar de tanto o que ainda não sou, brinda-me sempre com a esperança em madrugadas risonhas, firmando-me a certeza de que a cada dia que nasce, o sol ainda brilha, mesmo que seja acima da camada cerrada de nuvens. Vale a pena acreditar!

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