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Sílabas à Solta

Textos de minha autoria. Imagens retiradas da internet. Qualquer reprodução dos meus conteúdos deve ser sempre feita com referência à minha autoria.

Sílabas à Solta

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PICUINHO

10.09.20 | Sandra

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Quase que não sei descrever-te. Por mais que tente, ficarei sempre aquém de tudo o que de bom, mágico e belo és! Quem conseguir vislumbrar a beleza das enormes constelações na primeira hora do mundo, quando seres alados brilhavam nos céus, terá, ainda assim, só uma pequena noção de ti.

Toda a luz da criação brilha no teu rosto quando se abrem céus azuis de primavera, densas florestas douradas onde o veado se deslumbra e desertos sem fim onde é possível observar estrelas primordiais em noites cálidas. A tua alma é a soma de todos os oceanos mansos que brilham sob o sol da hora alta e nem a aragem quente da noite leve de imenso verão se assemelha ao teu coração. Chamei-te "Picuinho" e amei-te tanto como a nem eu. A ti, que és bom, tão bom, tão pequenino, meu pequenino... muito melhor do que eu.

Está na hora do universo cerrar lutas e se redimir. Esta é a altura de Deus se emocionar nas tuas entrelinhas e me aceitar por ti. Eu sou a oferenda, o preço, a recompensa. Eu.

A felicidade aqui na Terra a ti, finalmente! Que tu sejas enfim, nesta vida já, o sol livre em madrugada alegre e despreocupada, a lua adormecida em segura paz como música de embalar. E que celebres então agora, já, de hoje em diante, para sempre, o recomeço da tua vida em festa enfeitada de noites vivas das cidades que brilham na noite universal. Livre, em paz, feliz, aqui na Terra, enfim.

Deus contigo.

 

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