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Sílabas à Solta

POESIA | PROSA POÉTICA

Sílabas à Solta

POESIA | PROSA POÉTICA

PONTE

06.05.21 | Sandra

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Exibe-se orgulhosa a ponte, resistindo com firmeza aos vagares da passagem do tempo, às estações do ano que deixam as suas marcas, a toda uma história e simbologia. Anfitriã boémia e marginal, acolhida pelas almas de poetas, fotógrafos, fadistas, amantes e pintores, envolve-se a ponte com as sombras das nuvens, os rumores da paisagem que a carrega no colo, e a ousada panorâmica que luta pela sua atenção.

Como uma carta de amor que vai de uma margem à outra, resgata de forma inegável o olhar de quem a vê pela primeira vez, enquanto se deixa atravessar por humores, compromissos, devaneios, a loucura da sobrevivência. E no fim de tudo, é como se fosse sempre a primeira vez...

Como ser de outra maneira? É a Ponte, duas margens de mãos dadas, tendo a seus pés a derradeira admiração e o espanto absoluto de quem a olha com os vagares de um caprichoso amor. E permanece sempre, fundida no azul e no verde, na frescura rasgada das águas que já não sabem como abrandar. Perseguem embarcações, talvez...

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