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Sílabas à Solta

POESIA | PROSA POÉTICA

Sílabas à Solta

POESIA | PROSA POÉTICA

RENDO-ME

18.09.20 | Sandra

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Guardo para mim todas as belas palavras do mundo. Deslizo como cetim mudo entre as entrelinhas do não dito. A sombra de sentimentos ocultos em lua nova já me despe de maiúsculas seduções. Silêncio...

Sou forma nua na penumbra do papel em branco suspenso à minha frente, onde te irei rascunhar.

Em escuridão, o teu toque feito sílabas à solta. Respiração acelerada. Esqueço sinais de pontuação pois já tudo são impercetíveis murmúrios, movimentos bruscos caídos como parágrafos sem sentido. Vagueio no teu corpo, deslizo por ti figuras de estilo. Mão na mão, que a alma já se reconhece. Géneros literários sem forma num último rascunho.

De novo, o silêncio, a quebra. Reticências. Coração sem rimas, corpo extasiado. Palavras eruditas em louco amor sem título.

2 comentários

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    Sandra

    18.09.20

    De nada há a pedir desculpa meu querido! Como sempre, o João-Afonso tem aquele dom único de me surpreender! O que é bom, muito bom. Um beijo meu doce amigo. 🙏🌷
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