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Sílabas à Solta

POESIA | PROSA POÉTICA

Sílabas à Solta

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SUBTILEZA

02.03.21 | Sandra

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Guardas em ti toda uma subtileza muito própria. Qual pena voando leve ao sabor do vento quente e risonho, a tua alma voa solta por entre espaços que só tu alcanças! Houve tempos em que tanto te parecia inalcançável, como cais distantes onde nenhuma embarcação chegava. Foi precisa toda uma perspicácia para questionares o inquestionável, e encontrares as nuances que te libertariam, levando-te a voar nas correntes ascendentes que escapam do vazio e vão alto, até onde o sol compactua com a brisa, e o sonho acontece. Todo o teu jeito é feito de clareza e certezas, frágeis e simultaneamente resistentes, resilientes. O teu ser recorda-me as aves pequenas, de aspeto frágil, mas que são firmes afinal: resistem ao frio da madrugada, às chuvas, ao vento imprudente e à noite impávida. És como uma pena dessas mesmas aves, levada pelo vento, encontrada algures, que dá vontade de apanhar e admirar a sua constituição singular, a sua beleza simples e, adivinhar-lhe, ao mesmo tempo, toda a sua complexidade. E gosto de ti...

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