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Sílabas à Solta

Textos de minha autoria. Imagens retiradas da internet. Qualquer reprodução dos meus conteúdos deve ser sempre feita com referência à minha autoria.

Sílabas à Solta

Textos de minha autoria. Imagens retiradas da internet. Qualquer reprodução dos meus conteúdos deve ser sempre feita com referência à minha autoria.

VENTO

20.09.20, Sandra
O vento risonho persegue-me pelas ruas! Joga comigo às escondidas! Desaparece em silêncio atrás de um muro para, segundos depois, aparecer de surpresa à minha frente na esquina das ruas! E despenteia-me! E sacode-me a roupa do corpo! E empurra-me! Fico furiosa... e depois solto gargalhadas! Agora escondo-me eu! Atrás de uma árvore. Junto a uma casa. Mão a tapar a boca para conter o riso. Oiço o vento passar cautelosamente à minha procura! E fico quietinha para não ser apanhada. (...)

CICATRIZ

03.09.20, Sandra
Uma criança muito suja atira pedras a um cão. O cão não foge. Esquiva-se E vem até junto da criança Para lhe lamber o rosto. Há, depois, Um abraço apertado, De compreensão E de amizade. E lado a lado, Com a mãozinha muito suja no pescoço felpudo, Lá vão, pela rua estreita, Em direção ao sol. (António Salvado, in "Cicatriz”)   Nota: Fica a simbologia do conto. Entre seres humanos passa-se o mesmo. Não certamente com pedras mas palavras ou atitudes face (...)

VISITA INESPERADA

30.08.20, Sandra
Pela manhã bem cedo, enquanto à janela da cozinha espreitava como estava o tempo, tive a alegria de vislumbrar algo que adoro e não esperava encontrar: andorinhas! Um pouco desconfiada por ver andorinhas nesta altura do ano, e a pensar se não seria outra espécie, concluí que tendo em conta as alterações climáticas existentes é possível serem essas aves que admiro tanto. O micro-ondas deu sinal avisando-me que o meu café com leite já estava quente, mas as andorinhas tinham (...)

SIMPLICIDADES

09.08.20, Sandra
Considero-me uma pessoa simples embora não propriamente fácil. Mas isso não me impede de desejar, procurar e, sempre que possível, vivenciar, as coisas descomplicadas da vida. São muitas, são tantas, e nada ganharia em enumerá-las todas aqui. Posso, sim, tentar resumir a isto: Quem, ao observar distraído, as ervas do campo a dançarem ao sabor do vento, e, nesse instante, se alhear completamente do tempo, do espaço e de si próprio, compreender-me-á certamente. E este será (...)