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Sílabas à Solta

Textos de minha autoria. Imagens retiradas da internet. Qualquer reprodução dos meus conteúdos deve ser sempre feita com referência à minha autoria.

Sílabas à Solta

Textos de minha autoria. Imagens retiradas da internet. Qualquer reprodução dos meus conteúdos deve ser sempre feita com referência à minha autoria.

2021

31.12.20, Sandra
QUE 2021 SEJA A PROVA REAL DE QUE VALE A PENA ACREDITAR, TER FÉ! QUE 2021 NOS SEJA GENTIL E QUE CONSIGAMOS, DIA APÓS DIA, SENTIR PAZ EM TODAS AS ÁREAS  DAS NOSSAS VIDAS. A TODOS VÓS , UM BOM ANO NOVO!    

SAÍDO DO NEVOEIRO

09.12.20, Sandra
Há momentos capazes de mudar toda uma existência. Quando esses momentos acontecem, passado, presente e futuro fundem-se num tempo só. Porque esses momentos são raros pela magia e intensidade que libertam. São momentos de reencontro. Trazem consigo o cheiro da terra molhada pela primeira chuva que cai. Seduzem como as luzes de uma cidade à noite, vistas de um ponto muito alto. Serenam como o som do sino da igreja a tocar lá ao longe na aldeia. Deslumbram como constelações de (...)

DEITADA SOBRE TI

05.12.20, Sandra
Aos vastos campos a perder de vista, quando neles a erva ondula no dourado da tarde e, no céu alto, enquanto árvores dormem na preguiça da tarde, aves peregrinas voam: Nunca cedes, erva do campo! Nada te derruba, como se fosses pedra em muralhas de lendários castelos! O sol? Entregas-lhe alegre as tuas folhas despidas, ansiosas de se perderem no seu calor com prazeres de seda. A chuva? Como a desejas, erva do campo! É doce, intimo banho, em que gotas de água deslizam sem pressa até (...)

A IDADE DO ESPANTO

20.11.20, Sandra
São coloridos os acordares nestas manhãs feitas dos sorrisos que, rindo, caem do sol. Nuvens macias trocam segredos no leito nu e morno do céu esquecido de acordar. Na extensão dos secos prados descansam bravas, dóceis, ervas douradas e ondulantes. Conversam com Deuses que se passeiam, altivos, pela brisa cálida, de veludo. Em praias distantes de vastos areais e eruditas, negras rochas, gaivotas compõem murmúrios que o mar há-de ondular em calmas marés. E o Mundo, aos (...)

NEVOEIRO

17.11.20, Sandra
Tem sido assim nestes dias, desde a madrugada jovem e inocente, até à noite vasta e misteriosa: um nevoeiro cerrado, húmido, branco e brilhante, que atenua estradas, prédios, árvores, candeeiros de rua e humores. Às vezes, parece que passam sombras nas sombras, figuras altas, esguias, que desaparecem tão misteriosamente como chegam. Os sons parecem distantes, como vozes fantasmagóricas vindas de outros mundos paralelos a este. Sinto-te perto, presente em meu redor, em cada (...)

O QUE RESTA

16.11.20, Sandra
Gotas de nobres sentimentos, intensas em silêncio meu, levam no âmago a tristeza que sinto, sentidos vãos, de futuro despidos. Desse amor que te dou, toda de mim, recolho palavras doces tuas, alegrias puras de outrora! Imagens de ti, amor, meu amor, valem todo o peso da noite, alma tua, que nela habitas. Horas nobres guardo-as eu, as que contigo sonhei, planeei, risos puros, então crentes! Amor maior, maior ainda, mais agora! Gravo em mim esse nome teu, que é só tudo o que me resta (...)

SEMPRE

15.11.20, Sandra
Se a lua trespassa estrelas e na noite, só, entrego-me a elas, nada sou mais além que tua, horas soltas, presas ao teu Tempo! Oiço-te. Ecos teus ressoam em mim as dúvidas tuas. Dou-te o amor que frágil, toda eu sou, e a noite ecoa este render de alma que te faço. Brilhos foscos de limbos desamparados rumam a um firmamento quebrado! Afinal, o tempo passa. Unicamente o amor todo de mim te dou; mas de ti, meu amor, como o pedir para mim, também? Amor sentirei, mas o que te darei (...)

DESERTO MEU

14.11.20, Sandra
É isto que fica. O deserto, o espaço vazio, que se mostra igual em todas e em qualquer direção. É isto que vejo agora, mesmo que hajam prédios, ruas, gentes, cães. Mesmo que ouça o vento a cruzar as folhas, as ervas, as flores. Mesmo que pise as sombras das árvores, das nuvens que beijam o céu, das aves que gritam no alto, a minha própria sombra. É isto: um deserto que vejo. Em meu redor, e pior, dentro de mim. E mais nada quero. Tomarei esse deserto como meu e amá-lo-ei com (...)

FOLHEIO-TE

10.11.20, Sandra
És como um livro. Procuro-te na hora calma em todos, cada dia. Quero ler-te, perder-me nas palavras macias tuas em doce papel, parte de mim, também! Imagino a tua figura feita a capa que devagar, olho, acaricio. Os sentimentos que, sem saberes, me despertas, são as páginas que devagar folheio, com dedos pousados de calma. E envolvo-me em ti, na forma das letras solitárias como tu, nobres, nessa essência tua, de simplicidade, intensidade. São entrelinhas, desabafos, desejos, (...)

POR INTEIRO

08.11.20, Sandra
O céu está frio. Tons pálidos, desfeitos, destoados. Não há vento mas um ar gélido e húmido cola-se ao meu rosto. O areal cerca-me liso, vazio, quase sem essência. À minha frente, todo um imenso e desolado mar. Sentada na areia, é a ele que me entrego, é nele que me disperso. A luz que sobressai vinda de um apagado céu parece chamar-me, abrir-se a mim como dois braços que se abrem para oferecer um abraço a alguém. Aceito. Respiro fundo e relaxo ainda mais. Um pouco por todo (...)