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Sílabas à Solta

Textos de minha autoria. Imagens retiradas da internet. Qualquer reprodução dos meus conteúdos deve ser sempre feita com referência à minha autoria.

Sílabas à Solta

Textos de minha autoria. Imagens retiradas da internet. Qualquer reprodução dos meus conteúdos deve ser sempre feita com referência à minha autoria.

DIA DE CHUVA

20.02.21, Sandra
Fui acordada ainda cedo pelo som da chuva a bater nos estores. E hoje o dia pertence-lhe, a essa chuva que cai em desalinho sobre telhados desolados, relvados bem cuidados, carros adormecidos, praceta vazia. Sopra um vento forte. Algumas folhas do chão são apanhadas num divertido rodopio, que se eleva no ar, para logo de seguida serem atiradas de novo no chão. Ouve-se o vento a assobiar ao longe, um som constante, fino e agudo, destemido, enquanto corre veloz por entre os prédios de (...)

VENTO

20.09.20, Sandra
O vento risonho persegue-me pelas ruas! Joga comigo às escondidas! Desaparece em silêncio atrás de um muro para, segundos depois, aparecer de surpresa à minha frente na esquina das ruas! E despenteia-me! E sacode-me a roupa do corpo! E empurra-me! Fico furiosa... e depois solto gargalhadas! Agora escondo-me eu! Atrás de uma árvore. Junto a uma casa. Mão a tapar a boca para conter o riso. Oiço o vento passar cautelosamente à minha procura! E fico quietinha para não ser apanhada. (...)

DESPIDA DO DIA

29.08.20, Sandra
O dia de trabalho chega ao fim. Sinto um peso a sair de cima dos ombros quando desligo o carro: a noite vai avançada e eu estou oficialmente de folga. Pelo caminho até à porta de casa travo uma luta desigual contra o vento que, teimoso, me empurra para trás. Não é só o vento que me desagrada... o casaco que trago vestido não me impede de sentir que também está frio. Por contraste, ao entrar em casa sou abraçada pelo ar estagnado, demasiado quente. Após arrumar a mala, bebo um (...)

DENTE DE LEÃO

28.08.20, Sandra
(Conto escrito a convite de MJP, tendo por tema A Liberdade.) Era uma manhã de estranhas nuvens. O Dente de Leão olhava pasmado aquele ponto pequenino tombado na terra, de aspeto tão frágil mas mais brilhante que uma gota de orvalho a dormir ao sol. O ponto pequenino, sentindo-se observado, sorriu, fez uma vénia e apresentou-se: Liberdade era o seu nome.  ... as estranhas nuvens soltaram a chuva que caiu noite e dia sem parar. Rios encheram-se de vida. Campos cobriram-se de cereais. (...)