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Sílabas à Solta

Textos de minha autoria. Imagens retiradas da internet. Qualquer reprodução dos meus conteúdos deve ser sempre feita com referência à minha autoria.

Sílabas à Solta

Textos de minha autoria. Imagens retiradas da internet. Qualquer reprodução dos meus conteúdos deve ser sempre feita com referência à minha autoria.

TEMPO

12.08.20 | Sandra

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Hoje estive de folga. Como tenho trabalhado cerca de doze horas diárias, semana após semana, e aproveitado as folgas unicamente para limpezas ou compras de mercearias, decidi, nesta folga, nada fazer.

Assim sendo, após um duche demorado de água bem quente (o calor no banho relaxa-me), vesti uma roupa confortável, bebi o meu café (outro dos meus vícios) e entreguei-me ao tal não fazer nada.

A intenção para hoje era mesmo a de relaxar, e já que estava a cometer o pecado da preguiça, decidi (porque não?), cometer também o da gula. Assim, de corpo fresco, roupa leve e trança no cabelo, fiz uma mousse de chocolate que devorei com bolachas (já falei em vícios?). Espero que a balança não se importe muito porque, o que preciso neste momento, é mesmo... não me importar.

E relaxar. Desfrutar o silêncio, o sol da janela, as cortinas finas que balançam devagar, a minha própria companhia, ignorar o relógio e sonhar. Sim, sonhar, sonho muito, sou romântica, sou sonhadora! O que não me prejudica por aí além, pois tenho um bom-senso considerável e o sonhar acordada é apenas uma outra forma de relaxar.

Enfim, entre pecados, comando da televisão na mão, escapadelas à janela para, de olhos fechados, deixar o sol quente acariciar-me a pele, o vento suave roçar-me o pescoço e o cabelo, como um desejado beijo, o dia passou.

"- Então foi bom!" - dirão vocês!
"- Nem por isso " - digo eu.

Passou rápido. Queria mais: mais sol e vento suave na minha pele, mais café, mais sofá, mais tempo. Mas lá diz a canção: o tempo não espera.

E cá estou eu, noite escura lá fora, a (tentar) escrever uma espécie de blogue, entre lençóis frescos, com a televisão desligada e a recordar-me que não posso esquecer de ligar o despertador para amanhã. Parece que ainda há muito pouco acordei, e agora já me deitei. O que é bom passa depressa. Nada de novo, mas é algo a que ainda não me habituei lá muito bem.

Lá fora, a escuridão. Há nuvens. Por trás das nuvens, estrelas, constelações, planetas, todo um universo sedutor e agressivo. Intenso. Apetece-me ir à janela e apreciar a noite, sentir o ar fresco e limpo, olhar os candeeiros da rua e o céu. Mas amanhã é dia de trabalho (e muito agradeço a Deus por isso) e deixo-me ficar entre os meus lençóis frescos. Vou sonhar.

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