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Sílabas à Solta

Textos de minha autoria. Imagens retiradas da internet. Qualquer reprodução dos meus conteúdos deve ser sempre feita com referência à minha autoria.

Sílabas à Solta

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ANALOGIA

26.11.20 | Sandra

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Provas as gélidas carícias
que névoas sem perfume
deixam abandonadas
nas cores desbotadas,
as tuas!
Embrenhas-te silenciosa, a ti,
na densa, branca claridade,
sob o peso da suave geada
que, como amante, se deita
no teu corpo nu, frágil.
Devolves-te calada, então,
à inocência de ti mesma
onde estremeces
nesses teus desejos crus, 
que resistem, vergados,
à hora fria.
A cada branco amanhecer
sussurras à madrugada impávida
(que se abstrai de ti)
a tua vontade imperiosa
de partir em amor ao sol!
E na fé do passar do tempo
calas-te, paciente, ao mundo,
gelas gestos, palavras, risos,
até que a brisa quente te beije
em cálidas manhãs feitas renascer
e brilhes, cor de novo,
aberta à vida que te faz seres tu.

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