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Sílabas à Solta

POESIA | PROSA POÉTICA

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Viajante do Mundo

04.10.20 | Sandra

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Ao viajante do mundo.

Em braços teus de luz

(Onde chuva fina dança)

Entorno-te tórrida a alma toda

Feita das horas transparentes.

Descobre-me devagar,

Com dedos peregrinos,

Ousadia esquiva,

Sentimentos de renda e cetim

Da noite que chega jovem.

Acendem-se luzes.

Molham-me a alma

Cânticos de aves noturnas

Que nos seguem pegadas

Por notívagas esquinas vazias.

Candeeiros de rua

Mandam calar passeios, estradas, telhados molhados.

Etérea, a chuva cai submissa,

Traz no peit o peso fecundo

Das palavras não ditas no ainda.

Passa o tempo também,

Nu, cru, sem pudores, selvagem!

Sobra a noite exilada

Nos reflexos distorcidos

Da poça vadia, ondulante.

Tombada de ténue céu,

A madrugada vagabunda chega

Na chuva vagarosa que ainda cai...

Apago a luz.

Partes tu, fico eu...

2 comentários

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    Sandra

    05.10.20

    Obrigada minha querida amiga! É sempre muito bom receber neste meu espaço a sua visita sempre tão simpática! Muitos beijinhos e uma boa noite🌼🌻🍀🌷
  • Comentar:

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